Archive for June, 2009

Pesquisa sobre preparo do café despolpado, cereja descascado e natural na região sudoeste da Bahia

Sunday, June 21st, 2009

Tipos de preparo do caféO experimento foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a influência de diferentes métodos de preparo do café (café natural, cereja descascado e despolpado), na composição físico-química e sensorial do grão, em propriedades cafeeiras da Região Sudoeste da Bahia.

O trabalho foi realizado nos meses de julho e agosto de 2005, utilizando-se a espécie Coffea arabica L., variedade Catuaí Amarelo. Os grãos foram avaliados quanto a: índice de coloração, pH, condutividade elétrica, lixiviação de potássio e prova de xícara.

O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, com três tratamentos (café natural, cereja descascado, e despolpado) e seis repetições. Os cafés naturais apresentaram os menores valores de pH e índice de coloração e os maiores valores de condutividade elétrica e lixiviação de potássio, indicando ser o método de preparo que mais agrediu as membranas celulares do grão nesta região. No entanto, este tipo de preparo resultou em redução da qualidade da bebida em apenas uma propriedade.

Os cafés despolpados e cerejas descascados apresentaram valores de índice de coloração, condutividade elétrica, lixiviação de potássio e prova de xícara similares. O café despolpado apresentou menor valor de pH em relação ao cereja descascado, devido à fermentação durante a degomagem. Esta redução de pH não ocasionou redução da qualidade sensorial da bebida, apenas lhe agregou acidez, característica marcante desse método de preparo. Os métodos de preparo do café despolpado e cereja descascado demonstraram ser mais indicados para a região em relação ao café natural.

Palavras chave: Coffea arabica, qualidade do grão, pós colheita.

Trabalho original em PDF: Pesquisa sobre tipos de preparo do café

O café chega ao Brasil em 1727 – Capítulo VI

Thursday, June 11th, 2009

O Brasil é o maior produtor mundial de caféO café foi trazido ao Brasil pelo oficial luso-brasileiro Francisco de Mello Palheta, que em 1727 recebeu a incumbência de ir à Guiana Francesa para tratar de questões fronteiriças como pretexto para trazer sementes de café.

Algumas mudas acabaram indo do Brasil para o Havaí em 1825. Em 1828, a indústria do café teve início na ilha Havaiana, impulsionada por muitos imigrantes japoneses. O Havaí, com seu clima tropical e solo vulcânico rico em minerais, é o único estado americano produtor de café.

Hoje o Brasil é o maior produtor de café do planeta e estima-se que mais de 20 milhões de pessoas trabalhem na indústria cafeeira ou em seus negócios correlatos mundo afora.

Fonte: A História do Café

Da França para as Américas – Capítulo V

Thursday, June 11th, 2009

Os Holandeses dominavam o comércio marítimo da épocaDurante todo o século XVII, o suprimento mundial de café vinha quase todo do Iêmen. Mas os holandeses, que dominavam o comércio marítimo mundial, conseguiram algumas mudas de café que plantaram no Ceilão em 1658 e em Java 1699.

A primeira cafeteria de Paris abriu em 1672. Luis XIV adorava café, e em 1714 os holandeses o presentearam com um pé desta planta, da qual ele cuidava com carinho. Nove anos depois, um oficial da marinha levou uma muda do pé de café real para Martinica, no Caribe. Os estudiosos acreditam que a maiorias dos pés de café cultivados nas Américas central e do sul descendem daquela única muda.

Finalmente o café chega ao Brasil, país que se tornaria seu maior produtor mundial.

O café chega ao Brasil em 1727 – Capítulo VI

A primeira cafeteria em Londres – Capítulo IV

Thursday, June 11th, 2009

Londres: local da primeira cafeteria do mundo A primeira cafeteria abriu em Londres em 1652. Por volta dos anos de 1700, já havia mais de 2000. Eram chamadas de “Universidades do centavo”, pois por 1 centavo era possível comprar uma xícara de café e passar horas ouvindo conversas e discussões inteligentes. Os cafés se tornaram o centro de discussões intelectuais sóbrias.

A “Urna”, fundamento principal da democracia moderna, surgiu na cafeteria Londrina chamada Ducth’s Hedge, onde clientes podiam votar anonimamente sobre controvérsias políticas.

Toda cafeteria estava associada à poesia, ciência ou negócios. A partir desta associação entre um café e uma disciplina surgiu a idéia de um jornal com diferentes seções. As pessoas iam a um café, anotavam o que se conversava e publicavam o conteúdo em pequenos panfletos que se tornaram o jornal moderno. Foi nos cafés de Londres entre 1600 e 1700, que nasceu o jornal moderno.

No ínício do XVII o café viajou da França para as Américas. Era o início da globalização do cultivo cafeeiro.

Da França para as Américas – Capítulo V

O café, a Europa e a Revolução Industrial – Capítulo III

Thursday, June 11th, 2009

Londres: o café propiciou a revolução industrialNo século XVII o café e as cafeterias se espalharam para a Europa Ocidental e para a Inglaterra. Até o século XVII, na Europa, todo mundo bebia um tipo de “cerveja rala”, contendo apenas 2% de álcool. O continente europeu inteiro estava sempre meio bêbado, porque não se podia beber a água do rio Tâmisa nem do Sena que provocavam cólera, disenteria e outras doenças.

“O dia começava com cerveja às 10h, em vez de café. No almoço, mais cerveja, e as pessoas comentavam sobre o estado de atordoamento em que todo mundo vivia. Então, a introdução do café aos poucos mudou esse clima.”

O trabalho e o café se tornaram inseparáveis na era industrial moderna. E talvez é o café que tenha possibilitado o surgimento desta era.

“Não havia como estar bêbado enquanto se operava o pesado maquinário industrial que erigiu a sociedade moderna e a Revolução Industrial. Então a cafeína se tornou parte da Revolução Industrial porque passou a ser a substância preferida do padrão de vida da época.”

O café fez grande sucesso na cidade em que o chá viria a dominar. A primeira cafeteria abriu em Londres em 1652.

A primeira cafeteria em Londres – Capítulo IV

Da África para o sul da Arábia – Capítulo II

Thursday, June 11th, 2009

IBRIK - Utilizado para fazer o café turcoEm determinada época, os grãos foram levados através do Mar Vermelho até o Iêmen, decerto via comércio de escravos, já que os Oromos os consumiam. O Iêmen, no sul da Arábia, está a menos de 350 km da Etiópia. E é lá que os primeiros pés de café foram cultivados em plantações no século XV. A partir do Iêmen, o hábito de beber café se espalhou pelo mundo árabe.

“O café é uma bebida que favorece a atenção, a acuidade, a disciplina, a precisão e o intelecto. Não é à toa que a civilização árabe deu-nos a matemática e inventou o zero. Imagina-se que o café, estimulante preferido da época, propiciava a atenção ao detalhe.”

A lenda diz que os árabes se recusavam a permitir a exportação de sementes férteis para proteger tanto o café quanto a sua cultura.

Por volta do ano de 1550, as primeiras cafeterias do mundo foram abertas em Constantinopla, atualmente Istambul, na Turquia. O café turco é composto de água, açúcar e café. É feito em um aparelho chamado Ibrik onde essa mistura é fervida 3 vezes.

No século XVII o café e as cafeterias se espalharam para a Europa Ocidental e para a Inglaterra. Era o início de uma revolução que iria mudar para sempre a cultura mundial.

O café, a Europa e a Revolução Industrial – Capítulo III

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