O experimento foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a influência de diferentes métodos de preparo do café (café natural, cereja descascado e despolpado), na composição físico-química e sensorial do grão, em propriedades cafeeiras da Região Sudoeste da Bahia.
O trabalho foi realizado nos meses de julho e agosto de 2005, utilizando-se a espécie Coffea arabica L., variedade Catuaí Amarelo. Os grãos foram avaliados quanto a: índice de coloração, pH, condutividade elétrica, lixiviação de potássio e prova de xícara.
O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, com três tratamentos (café natural, cereja descascado, e despolpado) e seis repetições. Os cafés naturais apresentaram os menores valores de pH e índice de coloração e os maiores valores de condutividade elétrica e lixiviação de potássio, indicando ser o método de preparo que mais agrediu as membranas celulares do grão nesta região. No entanto, este tipo de preparo resultou em redução da qualidade da bebida em apenas uma propriedade.
Os cafés despolpados e cerejas descascados apresentaram valores de índice de coloração, condutividade elétrica, lixiviação de potássio e prova de xícara similares. O café despolpado apresentou menor valor de pH em relação ao cereja descascado, devido à fermentação durante a degomagem. Esta redução de pH não ocasionou redução da qualidade sensorial da bebida, apenas lhe agregou acidez, característica marcante desse método de preparo. Os métodos de preparo do café despolpado e cereja descascado demonstraram ser mais indicados para a região em relação ao café natural.
Palavras chave: Coffea arabica, qualidade do grão, pós colheita.
O café foi trazido ao Brasil pelo oficial luso-brasileiro Francisco de Mello Palheta, que em 1727 recebeu a incumbência de ir à Guiana Francesa para tratar de questões fronteiriças como pretexto para trazer sementes de café.
Durante todo o século XVII, o suprimento mundial de café vinha quase todo do Iêmen. Mas os holandeses, que dominavam o comércio marítimo no mundo, conseguiram algumas mudas de café que plantaram no Ceilão em 1658 e em Java 1699.
A primeira cafeteria abriu em Londres em 1652. Por volta dos anos de 1700, já havia mais de 2000. Eram chamadas de “Universidades do centavo”, pois por 1 centavo era possível comprar uma xícara de café e passar horas ouvindo conversas e discussões inteligentes. Os cafés se tornaram o centro de discussões intelectuais sóbrias.
No século XVII o café e as cafeterias se espalharam para a Europa Ocidental e para a Inglaterra. Até o século XVII, na Europa, todo mundo bebia um tipo de “cerveja rala”, contendo apenas 2% de álcool. O continente europeu inteiro estava sempre meio bêbado, porque não se podia beber a água do rio Tâmisa nem do Sena que provocavam cólera, disenteria e outras doenças.
Em determinada época, os grãos foram levados através do Mar Vermelho até o Iêmen, decerto via comércio de escravos, já que os Oromos os consumiam. O Iêmen, no sul da Arábia, está a menos de 350 km da Etiópia. E é lá que os primeiros pés de café foram cultivados em plantações no século XV. A partir do Iêmen, o hábito de beber café se espalhou pelo mundo árabe.